Lockheed L1011 "TriStar"

Na década de 60 a American Airlines pediu para a Lockheed e para a Douglas construírem uma aeronave intercontinental menor que o Boeing 747. Com os problemas enfrentados com o Electra II, a Lockheed tinha saído do mercado de aviação civil, mas com problemas também na aviação militar, ela resolveu voltar lançando o seu jato. Era o Lockheed 1011 apelidado de TriStar ou ainda Jumbo Twin. Assim como o DC-10 da Douglas, o TriStar tem três turbinas, porém a terceira está incorporada na cauda da aeronave, tornando a aeronave mais silenciosa e com melhor estabilidade. Enquanto a terceira turbina do DC-10 era separada da cauda, mas tinha maior potência e fácil manutenção.
Porém o TriStar sofreu o primeiro golpe antes mesmo de ser lançado. A American Airlines acabou desistindo dele e preferiu o DC-10. A aeronave foi então lançada pela TWA e Eastern Airlines. A primeira entrega foi em abril de 1972 para a Eastern Airlines. Um dos pontos fortes da aeronave era o piloto automático, o mais avançado da época. Mas um problema com a Rolls-Royce derrubaria o L-1011.
Os motores RB211 da Rolls Royce apresentaram vários problemas e a fabricante de turbinas acabou indo à falência. Enquanto o TriStar estava sem motores, o DC-10 da Douglas ficou com a turbina da General Electric e ia tudo as mil maravilhas. Anos mais tarde, o congresso americano e o governo inglês continuaram o projeto da Rolls-Royce e o TriStar finalmente ganhou o seu motor. Mas ai já era tarde de mais, o DC-10 já tinha vendido mais de quatrocentas unidades, enquanto o TriStar não chegou nem em trezentas.
A primeira versão ficou conhecida como L1011-1 e foi feito para rotas curtas e médias. A segunda versão foi o L1011-50 com maior peso de decolagem. A terceira, foi o L1011-100, lançada em 1973, com maior capacidade de combustível e maior alcance. O L1011-150 era a versão 100 com maior peso de decolagem.
Em 1976 veio o L1011-200 com motores mais potentes. E o L1011-250 foram os L1011 das versões anteriores que foram remotorizados com o motor da série 200. Somente a Delta, a maior operadora do mundo do TriStar, usou essa versão.
A última versão foi lançada em 1978. O L1011-500 tinha motores ainda mais potentes e a fuselagem era um pouco menor, com isso o alcance da aeronave aumentou.
A Lockheed produziu o último TriStar em 1984. Foram produzidas apenas 250 aeronaves (fora os protótipos), sendo que a fabricante precisaria de no mínimo 500 para pagar os custos. Após o TriStar, a Lockheed se retirou definitivamente do mercado de aviação civil.

 

Lockheed L-1011 Tristar

Comparar com outras aeronaves

 

Modelo: Construídos: Acidentes:
L1011-1 97 5
L1011-50 29 1
L1011-100 27 1
L1011-150 6 0
L1011-200 36 1
L1011-250 6 1
L1011-500 51 0
TOTAL: 252 9
Origem: Estados Unidos
Produção: 1968-1984
Comprimento: 54 m (500: 50 m)
Envergadura: 47 m (500: 50 m)
Altura: 18 m
Peso da aeronave:
1: 109 toneladas
100: 111 toneladas
200/250: 113 toneladas
500: 111 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso:
1: 195/162 toneladas
100: 200/162 toneladas
200: 211/166 toneladas
250/500: 231/166 toneladas
Capacidade de combustível:
1: 89 mil litros
100: 90,1 mil litros
200: 100,3 mil litros
250/500: 119,7 mil litros
Motores: 3x
Rolls-Royce RB211
Velocidade de cruzeiro: mach 0.86 / 948 km/h
Velocidade máxima: mach 0.90
Altitude de cruzeiro: 12,8 km (500: 13,1 km)
Passageiros: 240 a 270 (500: 234)
Primeiro voo: 1970
Concorrentes: Airbus A300, Boeing 747-SP, Douglas DC-10

Alcance:
7420 km (500: 10200 km)
Companhia Lançadora: Eastern Airlines

Aeronaves Lockheed:

Lockheed L-1049 Constellation / Super Constelation / Starliner, Lockheed L-188 Electra II

 

Aviação Comercial