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Embraer E-Jets

A320 Overall length

Os Embraer E-Jets são uma família de jatos regionais fabricados pela Embraer. Os jatos se tornaram um sucesso em todo o mundo, fazendo da Embraer a líder no segmento de 100 assentos. A família é composta pela aeronaves E-170, E-175, E-190 e E-195.
Em 2013 a Embraer anunciou a nova geração conhecida como Embraer EJet-E2, composta pelas aeronaves E175-E2, E190-E2 e E195-E2. A nova geração incorpora novas tecnologias, melhorias aerodinâmicas e novos motores.

 

Embraer E-170

Com o grande sucesso do ERJ-145, a Embraer começou a desenvolver um projeto para construir aeronaves ainda maiores. O projeto começou em 1998 e ao contrário do que a Bombardier vinha fazendo, a Embraer decidiu não "esticar" o ERJ145 e criar uma aeronave totalmente do "zero". A nova família de jatos foi batizadas de "E-Jets" (Embraer Jets), sendo assim a denominação das aeronaves passou a ser E-170 (Embraer 170), embora ainda se use a nomenclatura ERJ-170 (Embraer Regional Jet 170).
O programa do Embraer 170, e dos seus irmãos, foi desenvolvida através de um programa multinacional de parcerias. O programa, liderado pela Embraer, previam investimentos da ordem de 850 milhões de dólares e incluiu parcerias com 16 indústrias aeroespaciais de renome mundial.
A Embraer lançou a Família E-Jet em junho de 1999. A primeira a encomendar foi a Crossair com um contrato de mais de 4 bilhões de dólares. As primeiras entregas ocorreram em 5 de março de 2001 para a US Airways Express. Três dias depois para a LOT e no dia 10 para a Alitalia Express. O primeiro voo regular com passageiros pagantes foi da LOT, entre Varsóvia e Viena no dia 17 de março de 2001.
O E-170 é a menor versão e foi a primeira aeronave da família a ser produzida. O protótipo foi terminado em 29 de outubro de 2001 e o primeiro voo aconteceu no dia 19 de fevereiro de 2002. Nos meses iniciais o E-170 apresentou índice de operacionalidade de mais de 99%, um número excepcional para qualquer nova aeronave.
O E-170 tem três versões diferentes com tanques extras de combustível, para alcances diferentes, E-170STD ou somente E-170, E-170AR e E-170LR.

 
 

James Evans

Origem: Brasil
Produzido: 2004 - hoje
Comprimento:
29,90 m
Envergadura: 26,00 m
Altura: 9,85 m
Largura da Cabine: 2,74 m
Altura da Cabine: 2,00 m
Peso da aeronave: 21,0 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso: 35,9/32,8 toneladas
LR: 37,2/32,8 toneladas
AR: 38,6/32,8 toneladas
Capacidade de combustível: 7,4 mil litros
Motores: 2x GE CF34-8E
Velocidade de cruzeiro: 850 km/h (mach 0.80)

Velocidade máxima:
890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 1,64 km
Alcance: 3334 km
LR: 3889 km
AR: 3892
km
Passageiros: 70-78
2 classes: 66-70
1 classe: 72-78
Tripulação: 4

Primeiro voo: 2002

Concorrentes: CRJ-700, Dash 8-Q400, BAe 146, F-70.
Companhia lançadora: LOT
Comparar com outras aeronaves

Construídos: 195
Ativos: 164
Encomendas: 2
Acidentes: 0

 

 

 

Embraer E-175

O E-175 é uma versão alongada do E-170. A aeronave também é conhecida como Embraer 170-200 e o E-170 como Embraer 170-100. O E-175 é 154 cm mais longo que seu "irmão caçula" e possui 95% de comunalidade com o E-170, o que permite que um piloto que pilote uma aeronave não tenha grandes dificuldades de pilotar a outra.
A primeira venda foi para a Air Canada, que encomendou quinze unidades. O primeiro 175 foi entregue em julho de 2005. Apenas três meses depois, a Embraer já estava entregando o centésimo E-Jet!
Os E-170/175 são ideais para substituir antigos jatos regionais como o Bae 146, Avro RJ's e Fokker 70.
Em 2013 a Embraer deu um upgrade no E-175, após o lançamento dos CRJs NextGen, em 2008. O modelo iria se chamar "E-175 Plus", mas Embraer decidiu manter o nome E-175 para não confundir com a nova geração: os E-Jets E2. Assim como os CRJs NextGen, o E-175 ganhou melhorias aerodinâmicas e novos Wingtips nas pontas das asas, reduzindo o consumo de combustível em até 5%. A primeira companhia a operar o E-175 melhorado será a American Airlines.
O E-175 se tornou o modelo preferido das regionais americanas, após a mudança na lei da aviação regional dos EUA em 2012. O número limite de assentos aumentou de 50 para 76, exatamente a capacidade do E-175. De 2013 a 2015 a Embraer vendeu nada menos que 240 E-175 para regionais nos Estados Unidos, que pretendem utilizá-los para expandir a frota e substituir os CRJ-100/200 e ERJ's.

Operadores no Brasil: Azul, Trip

 

Nik Deblauwe


Gregory Polek

Origem: Brasil
Produzido: 2005 - hoje
Comprimento:
31,68 m
Envergadura: 26,00 m
Altura: 9,73 m
Largura da Cabine: 2,74 m
Altura da Cabine: 2,00 m

Peso da aeronave: 21,8 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso: 37,5/34,0 toneladas
LR: 38,7/34,0 toneladas
AR: 40,3/34,1 toneladas
Capacidade de combustível: 7,4 mil litros
Motores:
2x GE CF34-8E
Velocidade de cruzeiro: 850 km/h (mach 0.80)
Velocidade máxima:
890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 2,24 km
Alcance: 3334 km
LR: 3889 km
AR: 3706
km
Passageiros: 76-88
2 classes: 72-76
1 classe: 78-88
Tripulação: 4

Primeiro voo: 2002

Concorrentes: CRJ-700, CRJ-900, BAe 146, Fokker 70
Companhia lançadora: Air Canada
Comparar com outras aeronaves

Construídos: 422
Ativos: 406
Encomendas: 145
Acidentes: 0

 

 

 

Embraer E-190

O E-190 conta com mais de 89% de comunalidade com os modelos 170/175 e até 95% com o quarto e último membro da família, o Embraer 195. O E-190 é mais alto e mais longo que os E-170 e 175 e fez seu primeiro voo em março de 2004. A lançadora foi a JetBlue, que recebeu as primeiras aeronaves em outubro de 2005 e os colocou em operação no mês seguinte. A Copa Airlines foi a primeira companhia aérea a operar um E-Jet no Brasil. Com o E-190 ela fez o primeiro voo Panamá - Manaus em julho de 2006.
A aeronave também serviu como base para o maior jato executivo da Embraer, o Lineage 1000.
O E-190 acabou se tornando a versão mais popular dos E-Jets e permitindo a Embraer dominar nada menos que 50% do mercado de 100 assentos. Por isso, o E-190 será o primeiro dos E-Jets a ter um substituto: o E190-E2, que deverá entrar em operação em 2018.

Operadoras no Brasil: Azul, Trip

 
 

Rami Mizrahi

Origem: Brasil
Produzido: 2005 - hoje
Comprimento:
36,24 m
Envergadura: 28,72 m
Altura: 10,57 m
Largura da Cabine: 2,74 m
Altura da Cabine: 2,00 m

Peso da aeronave: 28,0 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso: 47,7/43,0 toneladas
LR: 50,3/43,0 toneladas
AR: 51,8/44,0 toneladas
Capacidade de combustível: 10,4 mil litros
Motores:
2x GE CF34-8E
Velocidade de cruzeiro: 850 km/h (mach 0.80)
Velocidade máxima:
890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 2,05 km
Alcance: 3334 km
LR: 4260 km
AR: 4448
km
Passageiros: 94-114
2 classes: 93-98
1 classe: 100-114
Tripulação: 5

Primeiro voo: 2004

Concorrentes: CRJ-900, Fokker 100, A318, Boeing 717, Boeing 737-600
Companhia lançadora: JetBlue
Comparar com outras aeronaves

Construídos: 565
Ativos: 520
Encomendas: 87
Acidentes:
4

 

 

 

Embraer E-195

Também conhecido como conhecido como Embraer 190-200 ou ERJ-195, o E-195 é o maior avião da Família E-Jet. A primeira entrega do foi para a Flybe em setembro de 2006.
Em 2005, juntamente com a JetBlue, a Embraer lançou as versões AR e LR dos E-Jets. A principal mudança são os maiores alcances, mas as aeronaves também têm reforços estruturais nas fuselagens, asas e superfícies de controle de voo e com isso as aeronaves podem decolar com mais peso.
A Família E-Jet foi um sucesso em todo o mundo, conquistando clientes tradicionais da principal rival, Bombardier, como a Air Canada e Lufthansa. Porém o sucesso também atraiu concorrentes. Fabricantes da China, Rússia e Japão começaram a lançar modelos regionais para competir com a Embraer e a Bombardier lançou os CRJs NextGen. Por enquanto os E-Jets continuam imbatíveis e a Embraer já trabalha na nova geração da família: os E-Jets E2.
No Brasil, a Azul foi a primeira companhia aérea no país a operar um E-Jet. A empresa recebeu o seu primeiro E-195 em 2009 e em pouco tempo se tornou a maior operadora do tipo no mundo, com cerca de 60 unidades. A Azul deverá ser a lançadora da nova geração do modelo, o E195-E2.

Operadoras no Brasil: Azul

 
 

Stefano Capuzzo

Origem: Brasil
Produzido: 2006 - hoje
Comprimento:
38,65 m
Envergadura: 28,72 m
Altura: 10,55 m
Largura da Cabine: 2,74 m
Altura da Cabine: 2,00 m
Peso da aeronave: 28,9 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso: 48,7/45,0 toneladas
LR: 50,7/45,0 toneladas
AR: 52,2/45,8 toneladas
Capacidade de combustível: 10,4 mil litros
Motores: 2x GE CF34-8E
Velocidade de cruzeiro: 850 km/h (mach 0.80)
Velocidade máxima: 890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 2,17 km
Alcance: 2593 km
LR: 3334 km
AR: 4077 km
Passageiros: 100-124
2 classes: 100-112
1 classe: 116-124
Tripulação: 5
Primeiro voo: 2004
Concorrentes: CRJ-1000, Fokker 100, A318, Boeing 717, Boeing 737-600
Companhia lançadora: FlyBe
Comparar com outras aeronaves

Construídos: 155
Ativos: 150
Encomendas: 12
Acidentes: 1

 

 

 

Embraer E175-E2

Mais de dez anos depois do lançamento dos E-Jets, a Embraer dominou 50% do mercado de 100 assentos. A sua principal rival, Bombardier, partiu para jatos maiores lançando os C-Series para concorrer com o Boeing 737 e Família A320. Em junho de 2013, a Embraer lançou os E-Jets E2: a segunda geração da família E-Jet. Os E-Jets E2 incorporam novas tecnologias, novas asas, aviônicos, cockpit e motores, além de manter comunalidade com a geração anterior dos E-Jets.
O Embraer E175-E2 é a menor versão da nova família e substituirá o E-175. O E175-E2 é mais longo que o E-175, podendo acomodar uma fileira a mais de assentos. A Embraer também estuda a possibilidade de criar uma versão para substituir o E-170.
A primeira encomenda para o E175-E2 veio da SkyWest, em junho de 2013, para 100 unidades. Apesar de ter sido a primeira encomenda para um E-Jet E2, o E175-E2 será o último modelo a entrar em operação, em 2020.

 
 


Embraer

 Origem: Brasil
 Produzido:
 Comprimento:
32,4 m
 Envergadura: 31,0 m
 Altura: 9,98 m
 Largura da Cabine:
 Altura da Cabine:
 Peso da aeronave:
 Peso máximo decolagem/pouso: 44,8/40 toneladas
 Capacidade de combustível:
 Motores: 2x Pratt & Whitney PW1700G
 Velocidade de cruzeiro: 870 km/h (mach 0.80)
 Velocidade máxima: 890 km/h (mach 0.82)
 
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
 Pista mínima para decolagem: 1,8 km
 Alcance: 3815 km
 Passageiros: 80-90
 2 classes: 80
 1 classe: 88
 Primeiro voo:
 Concorrentes: CRJ-700, CRJ-900, ARJ21, MRJ70, SSJ100
 Companhia lançadora:

Construídos:
Ativos:
Encomendas: 150
Acidentes:

 

 

 

Embraer E190-E2

O Embraer E190-E2 é o substituto do E-190 e deverá ser o primeiro E-Jet E2 a entrar em operação, em 2018. O E190-E2 mantém o mesmo tamanho do E-190 e incorpora as novas tecnologias, asas, motores, aviônicos e cockpit, permitindo a redução do consumo de combustível em até 16%. O E190-E2 também terá menores custos de manutenção e menor ruído.

 
 

Embraer

Origem: Brasil
Produzido:
Comprimento:
36,2 m
Envergadura: 33,7 m
Altura: 11 m
Largura da Cabine:
Altura da Cabine:
Peso da aeronave:
Peso máximo decolagem/pouso: 56,4/49 toneladas
Capacidade de combustível:
Motores:
2x Pratt & Whitney PW1900G
Velocidade de cruzeiro: 870 km/h (mach 0.80)
Velocidade máxima: 890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 1,67 km
Alcance: 5278 km
Passageiros: 94-114
2 classes: 93-98
1 classe: 100-114
Tripulação:
Primeiro voo: 23 de maio de 2016
Concorrentes: CRJ-900, CS100, ARJ21, MRJ90, SSJ100
Companhia lançadora:

Construídos: 4
Ativos: 4
Encomendas: 82
Acidentes: 0

 

 

 

Embraer E195-E2

O Embraer E195-E2 é a maior aeronave já produzida pela Embraer e deverá entrar em operação em 2019. O E195-E2 foi projetado para substituir o E-195 e será maior que a versão anterior, com mais três fileiras de assentos. O E195-E2 permitirá que a Embraer compita com o C-Series e até mesmo com o Boeing 737 e Família A320. Segundo a Embraer, os E-Jets E2 terão um custo por assento semelhante ao A320neo e B737MAX, com um custo por viagem significativamente menor. E E195-E2 pode alcançar uma economia de combustível de até 23% em relação aos modelos anteriores.

 
 

Embraer

Origem: Brasil
Produzido:
Comprimento:
41,5 m
Envergadura: 35,1 m
Altura: 10,9 m
Largura da Cabine:
Altura da Cabine:
Peso da aeronave:
Peso máximo decolagem/pouso: 60,7/54 toneladas
Capacidade de combustível:
Motores:
2x Pratt & Whitney PW1900G
Velocidade de cruzeiro: 870 km/h (mach 0.80)
Velocidade máxima:
890 km/h (mach 0.82)
Altitude de Cruzeiro: 12,5 km (41 mil ft)
Pista mínima para decolagem: 1,97 km
Alcance: 4537 km
Passageiros:
118-144
2 classes: 118
1 classe: 132-144
Concorrentes: CRJ-1000, CS300, Airbus A319neo, Boeing 737-7MAX
Companhia lançadora:

Construídos:
Ativos:
Encomendas: 96
Acidentes: 0

 

 

atualizado em dezembro de 2016

Aviação Comercial