De Havilland DH.84 Dragon / De Havilland DH.89 Dragon Rapide

Com o sucesso dos aviões anteriores, a De Havilland começou a trabalhar em um novo projeto à pedido de uma companhia aérea. A aeronave se chamaria DH.84 Dragon Moth, mas o seu nome foi alterado para DH.84 Dragon. O primeiro exemplar entrou em operação comercial em abril de 1933, na rota Londres - Paris, levando seis passageiros e vinte quilos de bagagem. Ao todo foram produzidos 115 unidades e a aeronave deixou de ser produzida com a criação do seu sucessor, o DH.89.
O De Havilland DH.89 Dragon Rapide começou a ser produzido em 1934, como o substituto do DH.84. A aeronave iria se chamar Dragon Six, mas seu nome foi alterado para Dragon Rapide.
Com a Segunda Guerra Mundial as aeronaves passaram a servir a Força Aérea Britânica, com o nome de De Havilland Dominie. Após o fim da guerra, as aeronaves foram repassadas para diversas companhias aéreas da Europa e do mundo todo.

Operadoras no Brasil: Varig

 


Mark McEwan

 

(Dragon Rapide)

Origem: Inglaterra
Comprimento: 10,5 m
Envergadura: 14,6 m
Altura: 3,1 m
Peso da aeronave: 1,4 tonelada

Motores: 2x de Havilland Gipsy Six

Velocidade de cruzeiro: 214 km/h
Velocidade máxima: 253
km/h
Passageiros: 6 a 10
Primeiro voo: 1934

Alcance: 920
km
Entregues: 731

 


 

De Havilland DH.106 Comet

O De Havilland Comet foi o primeiro avião comercial à jato do mundo, porém os primeiros modelos sofreram vários acidentes e mancharam permanentemente a reputação da aeronave.
Depois da Segunda Guerra Mundial começaram as pesquisas para aeronaves comerciais à jato. A BOAC se interessou pelo projeto e encomendou dez unidades, em 1945. O DH.106 Comet foi lançado oficialmente em 1947 e a previsão para a sua entrada em serviço foi 1952. Além dos motores à jato, o Comet trazia banheiros femininos e masculinos, bar à bordo, cabine silenciosa e mais espaço para os passageiros. Os motores são integrados com as asas e se localizam perto da fuselagem. Esse local foi escolhido para evitar, entre outros problemas, os danos de ingestão. Porém essa localização tem a desvantagem do maior peso e maior risco em caso de incêndio no motor.
Em 2 de maio de 1952 decolou o primeiro avião à jato com passageiros pagantes. Inicialmente o Comet foi um sucesso entre os passageiros. Até mesmo a Rainha Elizabeth foi um dos primeiros passageiros e o primeiro membro da Família Real Britânica a voar de jato. Além do conforto, o Comet era 50% mais rápido do que os concorrentes, como o DC-6, chegando a diminuir pela metade o tempo de alguns voos. Com todo esse sucesso, o Comet recebeu mais de cinqüenta encomendas.
Em 1953 a De Havilland lançou o Comet 2, uma versão com uma asas e capacidade de combustível maior e novos motores.
Em julho de 1954 decolava o Comet 3, ainda maior que o Comet 2 e com maior alcance. Mas a sorte da aeronave estava prestes a mudar...
Em óutubro de 1952 um Comet da BOAC não conseguiu decolar no aeroporto de Roma e varou a pista. Apenas dois passageiros sofreram ferimentos leves, mas aeronave teve perda total. Em março de 1953 outro Comet não conseguiu decolar, mas dessa vez onze pessoas morreram. Em maio de 1953 outro acidente com um Comet que caiu matando todos os passageiros e tripulantes. Em 10 de janeiro de 1954 um Comet da BOAC se desintegrou no ar. Essa foi a gota d'água e o Comet ficou proibido de voar em todo o mundo até que as causas fossem esclarecidas.
A causa não foi descoberta, mas a investigação elencou uma série de possíveis causas e o Comet foi "atualizado". No entanto, em abril de 1954, outro Comet caiu e os Comets foram novamente proibidos de voar. Dessa vez uma investigação muito longa foi feita e finalmente foi descoberto o problema: a fadiga do metal.
Então todos os demais Comet 1 foram destruídos ou modificados. Os Comet 2 também foram modificados e as encomendas do Comet 3 se reduziram a três unidades.
O Comet só voltou a voar comercialmente em 1958, com o Comet 4: uma versão maior que os antecessores e com maior capacidade de combustível. O Comet 4 ainda tinha as sub-versões Comet 4A para curtas distâncias, Comet 4B carregando ainda mais passageiros e o Comet 4C igual ao 4B, mas com maior alcance.
No entanto em 1958 já estavam no mercado o Caravelle, DC-8 e Boeing 707, todos fazendo grande sucesso. Infelizmente a De Havilland foi a "cobaia" das aeronaves à jato, pois a Boeing e a Douglas já construíram os seus jatos sabendo do problema da fadiga do metal que provocava os acidentes com o Comet 1. Uma das lições aprendidas podem ser vistas até hoje: as janelas dos aviões à jato são ovais justamente para diminuir a fadiga do metal.
Para o Comet 4 sobraram algumas poucas encomendas, com a última entrega em 1964. No final das contas os Comet tiveram treze acidentes fatais, sendo cinco deles causados pela fadiga do metal.

 


Alex Christie

 

Modelo: Construídos: Acidentes:
Comet 1 21 7
Comet 2 16 2
Comet 3 1 0
Comet 4 73 18
TOTAL: 111 27
Origem: Inglaterra
Produção: 1952-1964

(Comet 4)
Comprimento:
35,37 m
Envergadura: 35,00 m
Altura: 8,69 m
Peso da aeronave: 34-36 toneladas
Peso máximo decolagem/pouso: 73/54 ton
Capacidade de combustível: 40 mil litros
Motores: 4
x Rolls-Royce Avon Mk 524 turbojets
Velocidade de cruzeiro: 809 km/h
Velocidade máxima:
810 km/h
Altitude de Cruzeiro: 11,8 km
Pista mínima para decolagem: 2,2 km
Passageiros: 56 a 109
Primeiro voo: 1949
Concorrentes: Boeing 707, Convair 880, Convair 990, Douglas DC-8

Alcance: 5190
km
Companhia Lançadora: BOAC

 

 

 

De Havilland Canada DHC-7 "Dash 7" / DHC-8 "Dash 8"

A De Havilland Canada foi uma subsidiária da fabricante Britânica De Havilland. O Dash-7 foi projetado pela De Havilland Canada na década de 60, que queria um turbo-hélice maior. Baseado no DHC-6, mas com quatro motores, quarenta passageiros e cabine pressurizada, o DHC-7 (também conhecido como Dash 7) competia com o Fokker 27.
A primeira entrega aconteceu em 3 de fevereiro de 1978 para a Rocky Mountain Airways. A primeira série foi o DHC-7-100 com versão para passageiro ou "combi" (passageiros e carga). Depois veio a série 110 e 111, que cumpriam as exigências do Reino Unido. A série 150 tinham tanques adicionais de combustível e um novo interior. Havia planos para um série 200, mas o Dash 7 deu lugar ao seu sucessor, o Dash 8.
Depois de perder vendas para os concorrentes, a De Havilland Canada lançou o DHC-8. Baseado no DHC-7, o DHC-8 (ou Dash 8) tinham apenas dois motores, melhor desempenho e menos custo por milha do que qualquer outra aeronave regional da época.
Em 1988 a Boeing comprou a De Havilland e vendeu a De Havilland Canada para a Bombardier, que passou a utilizar o nome Dash em seus turbo-hélices. Veja mais sobre o Dash 8 clicando aqui!

Operadores no Brasil: Tavaj

 


Wingnut

 

(Dash 7)
Origem:
Canadá/Inglaterra
Produção: 1975-1988
Comprimento: 24,58 m
Envergadura: 28,35 m
Altura: 7,98 m
Peso: 12 toneladas
Peso máximo de decolagem: 20 toneladas

Motores: 4
x Pratt & Whitney Canada PT6A-50
Velocidade de cruzeiro: 420 km/h
Velocidade máxima: 436 km/h
Passageiros: 40 a 50
Primeiro voo: 1975
Concorrentes: Fokker 27

Alcance: 1240
km
Entregues: 113

 

Aviação Comercial