BAC 1-11

Na década de 50 a Hunting e a Vickers estavam estudando uma aeronave para substituir o Viscount. Mas em 1960 a Hunting sofreu pressão do governo Britânico para se fundir com a Vickers-Armstrongs, Bristol e English Electric formando a BAC (British Aircraft Corporation). A BAC decidiu continuar com o projeto da antiga Hunting e batizou a aeronave de "One-Eleven" (um e onze em inglês), o primeiro projeto da BAC e o décimo primeiro avião civil da Vickers. O BAC One-Eleven ou BAC 1-11 era um jato com cauda em "T", mas viu-se que o avião era grande demais para ter cauda em "T". O segundo avião de testes sofreu um acidente e então a capacidade de passageiros foi reduzida. A versão de teste ficou conhecida como BAC 1-11-100 e a primeira versão homologada como BAC 1-11-200. A British Airways foi a primeira a encomendar o BAC 1-11-200, em maio de 1961.
Em maio de 1963 a BAC anunciou novas versões do BAC 1-11. A versão 300 com novos motores, maior capacidade de combustível e alcance. E a 400 com as melhorias da versão 300, mas com instrumentação e equipamentos americanos. A American Airlines foi a maior operadora do One-Eleven, com 30 aeronaves da série 400.
Em 1967 foi anunciada a versão alongada. Mas com a demora do lançamento, o DC-9 e o Boeing 737 já haviam ganho boa parte do mercado americano. Com isso a nova versão não foi vendida nos EUA, apesar de ser a versão mais vendida do 1-11. A nova versão se chamava "Super One-Eleven" ou BAC 1-11-500. A nova versão era mais de dois metros mais longa que as anteriores e possuía novos motores.
Além de sofrer concorrência do DC-9 e Boeing 737, o One-Eleven também começou a ser incomodado pelo Fokker 28. Com isso a BAC lançou o One-Eleven 475 em 1970. A nova versão tinha a fuselagem menor da série 400 e a asa da 500 e estava preparado para operar em aeroportos de pistas curtas, em altas elevações e altas temperaturas. A BAC chegou a oferecer ao mercado japonês o One-Eleven 670, uma versão atualizada do 475, mas não houve nenhuma venda.
Em 1974 a BAC tentou lançar o BAC 1-11-700: uma versão maior, do tamanho do 737 e DC-9, mas não houve compradores.
Em 1977 a BAC se fundiu com Hawker Siddeley e formou a British Aerospace (BAe). Novamente foi proposto uma nova versão, o BAC 1-11-800. Mas o projeto não foi para frente.
O BAC 1-11 foi produzido até 1982, embora desde 1971 as encomendas vinham ficando cada vez menores. O motivo para tanto tempo em fabricação era a esperança da BAC que a Rolls-Royce desenvolvesse uma nova turbina e ela pudesse lançar uma nova versão do 1-11 e também havia uma negociação da compra do projeto do BAC 1-11 pela Romênia.

Operadoras no Brasil: Vasp, Sadia, TransBrasil

 


Gerhard Plomitzer
Modelo: Construídos: Ativos: Acidentados:
1-11-200 58 0 10
1-11-300 9 0 1
1-11-400 82 11 7
1-11-500 75 1 13
TOTAL: 244 12 31
Origem: Inglaterra
Produzido: 1963-1982
Comprimento: 28,50 m / 32,61 m (500)
Envergadura: 26,98 m / 28,50 m (500)
Altura: 7,47 m
Peso: 21/23/24,7 toneladas (200, 300/400, 500)
Peso máximo de decolagem: 35,8/40,1/47,4 toneladas (200, 300/400, 500)
Peso máximo de pouso: 32,2/35,3/39,4 toneladas
Motores: 2x  Rolls-Royce RB163 Spey Mk506-14 ou 511-14 ou 512-14

Velocidade de cruzeiro: 815
km/h
Velocidade máxima: 
870 km/h (mach 0.78)
Altitude de cruzeiro: 10,6 km (35 mil pés) (200) / 11,2 km (37 mil pés)
Pista mínima para decolagem: 1,9 km (200 e 500) / 2,2 km (300 e 400)
Alcance:
200: 1140 km
300/400: 2300 km
500: 2744 km

Passageiros: 89 a 96 / 96 a 119 (500)
Primeiro voo: 1963

Concorrentes: Boeing 737-100/200, DC-9-10/20/30/40, Caravelle

Comparar com outras aeronaves

 

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